"Incentivar a leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, incitar a imaginação e despertar a criatividade."
Elaine Sekimura

O Príncipe, por Nicolau Maquiavel

O príncipe é um livro que não sai de moda. Mais do que um best-seller, ele é um clássico. Surgem novas edições e grandes estadistas encontram nesta obra suas virtudes literárias e estratégicas.

O Príncipe - Nicolau Maquiavel
Livro: O Príncipe
Autor: Nicolau Maquiavel
Edição: Atualizada
Categoria: Administração
Formato: PDF
Lançamento: 1992
Valor: Grátis
Download: Disponível

Sinopse:

Silvio Berlusconi, presidente do Conselho de Ministros da República italiana, apresentava assim esta obra, ao dá-la como presente de Natal para amigos e colaboradores em 1992: "O Príncipe é o primeiro clássico do pensamento político moderno, referência durante gerações para estadistas e diplomatas. A obra foi concebida como um conjunto de reflexões do autor sobre a arte de conquistar e conservar o poder em um principado."

Resenha By: Felipe Pimenta

Maquiavel oferece ao governante alguns conselhos como evitar grandes vícios, pois isso bastaria para não ser odiado, pelo menos parecer honesto. Na guerra quando conquistar não alterar as velhas leis e os impostos. Não se concentrar apenas nos distúrbios presentes, mas também nos futuros, pois isso é próprio do homem prudente.

Muito interessante e moderna a teoria de Maquiavel de que quem permite que o poder da igreja cresça tanto na esfera temporal não entende de questões do Estado. Ele conclui que quem cria o poder de outros se arruína. Vemos esse exemplo na Alemanha nazista onde Von Papen e o partido católico Zentrum, e a própria igreja católica fazendo a concordata com Hitler abriram o caminho para a ruína moral e espiritual da Alemanha.

Na Rússia os exemplos são Kamenev e Zinoviev, que se aliaram a Stalin contra Trotski, ajudando assim a Stalin a conseguir o poder absoluto, e acabaram fuzilados por ele.

Maquiavel é excelente quando fala como o homem prudente deve ter como exemplo homens ilustres, e que eles se comportem como os arqueiros, quando o alvo é demasiado distante, miram no alto para atingir a meta.

Ele nos lembra que os profetas armados vencem, ao contrário dos desarmados, que se arruínam. Talvez isso possa se aplicar à história da igreja, porque ela dependeu da espada de Constantino, Carlos Martel , Carlos Magno e dos príncipes e reis da Idade Média para se defender do ataque dos pagãos, muçulmanos e heréticos como os cátaros.

Maquiavel fala sobre a crueldade que se faz de uma só vez por segurança; mas que depois não se deve perseverar nela. O problema é a maldade que começa pequena e com o tempo aumenta ao invés de se extinguir. O exemplo da inquisição é válido. No princípio criada para combater a heresia cátara, que sem dúvida era uma ameaça à civilização, a inquisição com o passar do tempo fugiu muitas vezes ao controle da igreja e sua crueldade aumentou, ocorrendo muitos abusos.

Ele diz que o governante deve dar benefícios aos poucos e a maldade deve ser feita de uma vez só. Será que não foi isso que aconteceu na Rússia de Lenin? Primeiro a repressão, e depois os benefícios implantados aos poucos, como a volta do capitalismo, os camponeses podendo comercializar livremente os grãos, etc.

Outro exemplo de Maquiavel: o governante que mantenha seu país ordenado, quando fosse atacado por um inimigo externo, o povo se colocaria ao seu lado, mesmo que vissem seus bens e sua propriedade arderem em chamas, porque seria capaz de dar aos seus governados a esperança de que o mal não seria duradouro. Foi o que aconteceu na União Soviética na segunda guerra. Stalin foi capaz de unir a população a se defender dos odiados nazistas que ameaçavam seu modo de viver.

A importância do governante estar sempre armado para que não seja visto como desprezível é uma lição importante que a França aprendeu na segunda guerra, quando não se preparou de maneira adequada, e seria desprezada e arrasada por Hitler. Outro conselho é que o governante inspire temor, mas que não atraia ódio. O exemplo de Stalin e de alguns comandantes de governos militares que eram temidos, mas não odiados.

Por último o conselho de que o governante pareça todo humanidade e todo religião. Não são todos os presidentes americanos esforçados por parecerem piedosos e representantes dos direitos humanos, ao mesmo tempo em que utilizam a bomba atômica, a tortura e sempre parecem ansiosos por iniciarem guerras?

Vimos que o pensamento político de Maquiavel pode ser utilizado tanto pela esquerda quanto pela direita, e é muito atual. O livro é muito bom, apesar de que exige um certo conhecimento de história para ser melhor compreendido.

"O Príncipe, por Nicolau Maquiavel"

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