"Incentivar a leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, incitar a imaginação e despertar a criatividade."
Elaine Sekimura

O Filho do Impostor, por Joe Mogar

Dickson apresenta-se no início como o típico ladrão que prefere trabalhar sozinho...

O Filho do Impostor, por Joe Mogar
Livro: O Filho do Impostor
Autor: Joe Mogar
Edição: Atualizada
Categoria: Faroeste
Formato: PDF
Linguagem:Português           
Lançamento: 2008
Licença: Gratuita


Sinopse:

No decorrer da história ele acaba se envolvendo com um gangster da pesada chamado Murdock, que tem um bando de safados trabalhando pra ele e que aperta o cerco em torno de Dickson até que este aceita fazer alguns trabalhos pra ele. Tem Mammie, uma mulher linda e de andar cadenciado, felino, que tenta envolvê-lo. Até que Dickson fica tentado, mas o coração dele começa a bater por outra... E no finalzinho do livro, duas surpresas: quem é Dickson na realidade e quem é Murdock. 

Prólogo

O automóvel, um Bulck Sedan, modelo 58, pintado de negro, estava estacionado na calçada à direita da rua 20 em plena Manhattan Oeste. Hora: quatro e cinquenta da madrugada. Dentro, apenas um homem com o chapéu abaixado sobre os olhos, contemplando os ponteiros do relógio luminoso do painel. Tinha um cigarro apagado na boca e não se atrevia a acendê-lo, apesar da vontade de fumar. A imobilidade era aparente, já que junto ao freio, acelerador e embreagem, os pés se moviam nervosamente, parecendo acompanhar o tique-taque do relógio. Os minutos passavam com desesperada lentidão para ele. Pouco mais de meia hora tinha se passado desde que parara o carro naquele lugar. Desde então, seus nervos passavam por uma dura prova. O homem levantou a cabeça, afastando os olhos do relógio, a fim de examinar a esquina em frente. Começava a ficar impaciente. Aquele era o primeiro trabalho que fazia por ordem de Murdock, o homem que pagava mais que qualquer outro e sobre o qual nin-guém sabia nada a respeito. Nunca o vira, e, segundo ouvira dizer, ninguém o vira também, assim como também não conhecia os homens que o acompanhavam naquela noite, comprometidos na mesma tarefa. Assim trabalhava Murdock e talvez por isso tinham conseguido agarrá-lo. De repente, os olhos do homem brilharam em meio à escuridão reinante no interior do carro, enquanto soltava um profundo suspiro de alívio. Eis que, dobrando a esquina, acabavam de aparecer quatro homens, de dois em dois, aproximando-se do carro com largas passadas. Colocou o motor em marcha e esperou que chegassem. Não trocaram uma só palavra quando entraram no Buick. Apenas quando o carro arrancou o homem ao volante atreveu-se a romper o silêncio.
 — Saiu tudo bem? Um dos quatro deu uma risadinha. 
— Como tudo de Murdock, Harris. Foi um trabalho bem feito, embora tivéssemos que derrubar o vigia. Mas não se preocupe, não foi coisa séria. 
— Muito? Os quatro homens ouviram a pergunta, mas fingiram ignorá-la. Bill Harxis, ao volante, mordeu os lábios e permaneceu calado, compreendendo a indiscrição que acabara de cometer. Desviando-se do tráfego escasso e quase nulo, conduziu o Buick até a rua 52. Estacionou no meio-fio, entre a Quinta e Sexta Avenidas e dois homens saltaram da traseira do carro, aproximando-se de um conversível vermelho com passos rápidos e elásticos. Arrancaram imediatamente, perdendo-se pela Sexta Avenida enquanto Harris fazia o mesmo, dirigindo-se agora para Columbus Circle. Uma vez lá, parou o carro em frente a uma cabine telefônica fechada. Os dois homens que ficaram com ele também desceram. Eles caminharam um quarteirão e depois subiram em um pequeno Austin cinzento. Harris arrancou depressa, mas ainda teve tempo de ver' a direção que tomavam, coisa que pouco lhe importou, já que recebera sua parte. Três mil dólares em notas pequenas. Pensando nisto, decidiu fazer a última parte do que fora programado para aquela noite. Conduziu o Buick magistralmente por uns três quartos de hora e finalmente parou no fim de Madison Avenue. Desceu sem fechar as portas à chave, já que não a tinha, e afastou-se, andando pausadamente. Desceu, puxou uma nota e quinze minutos mais tarde atingia a Rua 49. Harris continuou caminhando por uns dois quarteirões, depois seguiu resolutamente para o Morris de dois lugares que deixara estacionado em frente ao número 7.008. Entrou no carro e afastou-se na direção Oeste.  
Todos do Departamento da Homicídios estavam em polvorosa naquela manhã. Em seu gabinete, a alta e forte figura do inspetor Don Murphy permanecia recostada numa grande poltrona forrada de couro vermelho escuro. À sua frente estavam o Tenente Dick Jackson e o Sargento Ted Nolan, ambos pertencentes ao seu departamento, fitando-o com rostos sérios e impenetráveis. Nenhum dos três falava. Estavam pensand0 desde as seis da manhã, hora em que o telefone particular de Murphy tocara para anunciar-lhe que fora cometido o quinto roubo de joias daquele ano. Era o que Murphy evocava naquele momento, lembrando-se de que pulara da cama rapidamente e fora para lá, a joalheria de Jeff Malçon & Irmãos, onde interrogara o vigia, o qual exibia um galo grande como um ovo de pomba no alto da cabeça. Não conseguiu a menor pista com as declarações do homem. Quanto ao roubo, tinha as mesmas características do primeiro e dos demais. Total falta de indícios. Nem o mais leve rastro dos ladrões que, por outro lado, naquela noite, podiam orgulhar-se de sua perícia e organização. Repentinamente, Murphy sacudiu a cabeça, parecendo expulsar os pensamentos. Fitou os dois subordinados e disse:
 — Não me espantarei se depois disso o FBI intervir. Jackson negou com a cabeça, antes de replicar: — Não se pudermos provar que as joias não saíram do país.
 — Mas sairão, disso não tenho dúvidas, Jackson. Pode ter certeza disso. Principalmente essas. Quase meio milhão de dólares em joias de fácil vendagem depois de desmontadas, sem que tenhamos a menor ideia de quem foi o autor da façanha. Prendemos vários suspeitos, inclusive dois "gangsters" que entraram no terceiro roubo, mas nenhum delas sabe de coisa alguma. Ninguém conhece o chefe supremo, o mandão. Conhecem apenas uma nota na qual ele indica o que devem fazer, até nos mínimos detalhes. Como vê, Jackson, nada sabemos. E o que é... 
— Por que imagina que as joias sairão dos Estados Unidos? 
— perguntou Nolan, até então silencioso. 
— É fácil deduzi-lo, Nolan. Como sabe, nós mandamos uma relação das joias roubadas aos prestamistas, casas de penhores e agiotas, isto é, a todos os lugares nos quais poderiam parar. Pois bem, até agora o resultado foi em vão. Por outro lado, o homem que se diz chamar Murdock conhece todos os nossos agentes. Esse é o fator principal do nosso fracasso. 
— Um belo problema, Murphy, e de difícil solução. Um gesto desanimado desenhou-se nos lábios do outro. 
— Sim 
— disse.
 — Não me espantaria se qualquer dia me pedissem que apresentasse minha demissão. Essa maldita imprensa... Como se não fosse o bastante o mau humor que reina aqui dentro. 
— E o que podemos fazer? A pergunta veio de Nolan. Depois veio a resposta e ao fim de um quarto de hora o trio começou a discutir. Quando a discussão parecia chegar ao seu ponto culminante, foi interrompida pela chegada de um policial que informou a Murphy que o chefe queria vê-lo. O inspetor levantou-se da poltrona com um suspiro e caminhou até a porta. A voz de Jackson soou às suas costas:
 — Boa sorte, Murphy. 
—??????????  Ô inspetor começou a andar pelo corredor, após fechar a porta às suas costas, pensando que precisava bastante dos votos formulados por Jackson.

"O Filho do Impostor, por Joe Mogar"

Baixar O Filho do Impostor
  • Livro: O Filho do Impostor
  • Domínio Publico
Importante Prós
  • Funcionalidade descomplicada
  • Ótimo desempenho
  • Fácil de ser utilizado
  • Baixo consumo de recursos do dispositivo
Importante Contras
  • Para melhor performance necessita de um dispositivo compatível
  • Interface sem muitos recursos gráficos
Requisitos: Este livro foi desenvolvido para os dispositivos iOS, Readers e alguns recursos podem não funcionar como planejado com um mouse ou trackpad. Para visualizar este livro, você deve ter um dispositivo iOS com iBooks 1.3.1 ou posterior e iOS 4.3.3 ou um Kindle.